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Rock Station com Bad Religion - Espaço das Américas (05.11.17)

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Espremida em meio ao calendário agressivo do mês de novembro, a segunda edição do Rock Station Festival, evento que em 2016 trouxe bandas como Dead Kennedys e The Offspring ao país, tinha uma missão difícil. Programado para ser realizado dois dias após o Green Day, que havia tocado no dia 3 de novembro, o evento há nascia com ares de ressaca em um domingo frio na capital Paulista. Com nomes como Samian e Dead Fish, além de seu headliner, o sempre ótimo Bad Religion, o festival teve novamente o Espaço das Américas como palco para comprovar que, sim, há público para tudo. E sim, há duas realidades dentro de um único tipo de música.

Tudo no Rock Station é simples. Mesmo com marcas envolvidas e a maior rádio rock da cidade (talvez do país), o evento não tem glamour justamente para não ofuscar o gênero que se propõe a divulgar. Baseado nisso, não há cerimônias entre cada entrada de banda e o clima é sempre o mais próximo de uma confraternização, exceto pela sempre incômoda grade que separa a pista da pista VIP, uma realidade, infelizmente.

No palco, com menos de vinte minutos fica difícil acreditar que Bad Religion e Green Day estejam inseridos na mesma vertente musical. Agressivo como pede o gênero, o grupo de Greg Graffin esbanja uma vitalidade impressionante. São músicas diretas, tocadas de uma forma tão intensa e sem cerimônias que não é necessário mais que alguns poucos minutos para ter certeza de que se está dentro de um show de punk rock.

Esse som visceral é justamente o que faz a banda americana ter conseguido cativar o público notoriamente fã de heavy metal, mesmo com a ausência de solos e riffs tão marcantes. No palco o Bad Religion é atitude e nada mais. Exatamente o que uma banda de punk rock precisa fazer. Prova disso é a forma como o grupo contamina seu público em faixas como Supersonic, Prove It e Anesthesia, já no início do show.

Com 16 discos lançados, sendo o último deles de 2013, o bom True North, o integrantes do Bad Religion pouco falam com o público. Direto e reto, literalmente, passa por seus hits radiofônicos com a mesma intensidade mesmo diante de seu maior lado B. 21st Century (Digital Boy), Infected e American Jesus que o digam. Checkpoints de um setlist de mais de trinta músicas, o grupo avança por 1h30 desbravando tudo o que entende ser relevante eu seu trabalho. E o público só agradece.

Encerrando um show sem tentar estreitar os laços com o público, o Bad Religion mostra que a música sempre estará a frente da banda, garantindo uma vitalidade ao gênero por um longo tempo. Referência no punk rock, o som do grupo sabe transmitir uma mensagem e incomodar quando necessário. E mostra que muitas vezes um gênero musical tem extremos tão grandes que fica impossível compreender quais os rumos da música.

A música passa por aqui.

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