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Angra - SESC Belenzinho (04.05.18)

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Parece uma banda nova, mas não é. Ou talvez seja, no sentido mais amplo da palavra. Quem olha o tão marcante logo do Angra posicionado em uma bandeira atrás do (espetacular) baterista Bruno Valverde precisa de alguns segundos para encaixar os fatos, mas logo entende. É a nova formação de um dos maiores patrimônios do metal nacional. E ainda que seja tão diferente para aqueles que conheceram a banda há tanto tempo, não é necessário mais que alguns minutos para ter certeza que o Angra está de volta mais vivo do que nunca.

Depois de gerar ótimas impressões com seu lançamento mais sólido desde a “era André Matos”, o bom OMNI, restava encerrar ao vivo todas as dúvidas sob o novo momento da banda. Com dois shows esgotados no SESC Belenzinho, nos dias 5 e 6 de maio, o Angra subiu ao palco disposto a encerrar qualquer dúvida que pairava sob seu nome. Para isso teve Rafael Bittencourt, último membro da formação original, Felipe Andreoli (baixo), Fabio Lione (voz), Marcelo Barbosa (guitarra) e Bruno Valverde (bateria). Nomes que não vão demorar a ser decorados pelos fãs de um gênero que parece encarar no mainstream nacional seu momento mais turbulento.

E de fato é um novo Angra. Adaptado completamente aos vocais do italiano (e carismático) Fabio Lione, o peso apresentado já no álbum Secret Garden (2015) se acentuou ainda mais em OMNI e fica difícil situar faixas como Travelers of Time e Insania, duas das melhores do disco, tão próximas de trabalhos de André e Edu. E tudo isso soa tão sólido que fica difícil ignorar a dedicação do grupo em se adaptar aos percalços que o destino proporcionou em sua história.

Diferente de qualquer outra vertente existente, o metal ainda propicia que faixas do último disco da banda tenham potencial para nascer como novos clássicos, especialmente pelo fato de Lione usar nessas faixas 100% do talento que o transformou em uma das maiores referências do metal contemporâneo. Solto no palco como um bom brasileiro, o vocalista já conversa e empolga como em seus tempos áureos, especialmente por estar ao lado de uma formação que pode ser considerada a mais técnica da história do grupo. E falar isso para um grupo que já teve nomes como Kiko Loureiro e Ricardo Confessori não é pouca coisa.

Focado nos álbuns gravados com Lione, o show do Angra hoje é um corajoso mergulho de uma banda que sabe o quanto é difícil se adaptar. Ao deixar de lado praticamente tudo da fase André Matos (apenas Nothing to Say, Lisbon e uma velocíssima Carry On entraram no set) e Edu Falaschi (com Acid Rain, Rebirth e Nova Era), a banda ainda consegue realizar um show poderoso e empolgante.

De OMNI, além das citadas Travelers of Time e Insania, War Horns, Magic Mirror, e Light of Transcendence fazem parte de um set que comprova a devoção do público e a eficiência técnica de cada integrante. Contando com intermédios acústicos de Rafael Bittencourt, com Lullaby for Lucifer e Reaching Horizons, o Angra nessa noite trouxe músicas imprevisíveis, assim como parecia o ser até enterrar de vez qualquer dúvida sobre seu futuro.

Fenômeno que ainda persegue a banda, o público nitidamente torce por seu ídolo, principalmente depois de tantos meses mergulhando em uma incógnita, finalmente superada. Iniciando uma nova história, o Angra busca reafirmar sua condição como referencia de toda uma cena, inspirando e abrilhantando um gênero que carece de renovação e vê na ressurreição de seu principal nome um momento especial para tirar aquela camiseta preta do armário e bradar hinos que marcaram época.

 

 

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