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E Entrevistas

Entrevista JOHN MCLAUGHLIN

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Considerado um dos maiores instrumentistas da história, John McLaughlin se destacou como guitarrista da banda de Miles Davis nos álbuns In A Silent Way (1969), Bitches Brew (1969) e A Tribute to Jack Johnson (1970).

Já na década de 70, já consagrado, o guitarrista formou a Mahavishnu Orchestra, grupo seminal na história do fusion jazz e que lançou clássicos como os álbuns The Inner Mounting Flame (1971) e Birds of Fire (1972), em sua formação, nomes como Bill Evans, Billy Cobham e Jan Hammer, entre outros. Entre outros projetos e uma vasta carreira solo, que inclui mais de 14 álbuns, John McLaughlin também foi membro do The Guitar Trio, grupo que ainda tinha a presença de duas outras lendas, Al Di Meola e Paco de Lucía.

Entrevista John McLaughlin

O Passagem de Som falou com o lendário John McLaughlin sobre sua música, os novos projetos e diversos assuntos, uma entrevista histórica com um dos mais consagrados músicos da história.

Entrevista John McLaughlin

Reconhecimento
Claro que para um artista é satisfatório ter reconhecimento, por um lado, mas é preciso sempre lembrar que existem dois tipos de sucesso: artístico e comercial. Às vezes esses dois aspectos andam juntos, mas frequentemente não andam. Também, ao longo da minha carreira, sempre houve gente que gostava do meu trabalho e gente que não gostava. Nesse ponto da minha vida, eu não me importo mais se as pessoas gostam ou não.

John Coltrane
É impossível avaliar o impacto e a influência que Coltrane teve em mim musicalmente e espiritualmente, já que ele tem me impactado nesses dois aspectos, e continua tendo importância para mim desde os últimos 50 anos.

Atuais trabalhos
Recentemente eu fiz uma Jam com Chick Corea Kenny Garrett, Chrsitian McBride and Roy Haynes no Nice Jazz Festival, então nossa colaboração continua. Também vi Vinnie with Herbie Hancock na noite anterior, e eles todos são amigos e músicos muito queridos. Nós vamos continuar tocando juntos em um projeto aqui, outro ali, no futuro. Ter esses amigos é uma grande bênção na minha vida.

Crítica e técnica
Na verdade, minha técnica como guitarrista não tem sido elogiada, mas pesadamente criticada! E por mim, tudo bem. Quando alguém sobre em um palco, está aberto a críticas. Isso é muito importante, precisamos de críticas para evoluir e crescer.

Tecnologia
No que diz respeito a tecnologia, tendo estado à frente desde os anos 70 com a tecnologia de midi-guitar e computadores. Já nos anos 80 só o Pat Metheny e eu fazíamos experimentos com o Synclavier, que foi o primeiro computador digital para música. A guitarra do Synclavier era sensacional, e embora não tivesse velocidade, o “tracking” era quase comparável à tecnologia de hoje. E isso há quase 30 anos!

O álbum "Belo Horizonte"
O fato do álbum Belo Horizonte ter sido gravado na França não tem a ver com a música, que é definitivamente inspirada pelo Brasil. Sou um grande admirador da cultura e da música brasileiras desde a parceria entre João e Astrud Gilberto e Stan Getz. Jobim também teve um impacto musical forte em mim. Tenho inspirações mais recentes, como Hermeto Pascual e Egberto Gismonti, já toquei e gravei músicas dos dois. Também gosto muito de João Bosco e da música dele. Airto Moreira é meu amigo desde 1970, quando ele gravou em um dos meus álbuns My Goal's Beyond, Junto com Miles Davis.

Gravadoras
Gravadoras são instituições bem bizarras. Elas têm todos os direitos, o que significa que podem barrar as gravações em alguns países. Eu tenho tantas gravações não liberadas por gravadoras que é incrível que as pessoas ainda saibam o que eu estou fazendo. A internet, como todos os poderes, é boa e má ao mesmo tempo. É muito boa porque qualquer um agora pode se fazer conhecido no mundo. A parte ruim é que qualquer um pode roubar sua música a qualquer hora – e é o que fazem. Isso causou uma revolução imensa na indústria musical. Centenas de pessoas perderam o emprego por causa da pirataria. E agora é difícil para jovens músicos encontrar trabalho porque gravadores têm pouco dinheiro. Mas não pense que eu sou a favor das gravadoras. Na minha vida musical inteira eu achei essas companhias muito gananciosas. Elas sempre cobraram muito caro para gravações, seja de LP’s ou CD’s. De certa forma, elas trouxeram esse desastre para elas mesmas. Mas infelizmente os músicos, principalmente os mais jovens, estão sofrendo.

A música passa por aqui.

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