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E Entrevistas

Entrevista SUPERCHUNK

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O Superchunk é seguramente um dos maiores ícones do underground americano e é uma das poucas bandas que sempre se orgulhou de não ter assinado um contrato com uma gravadora. Essa autonomia possibilitou os americanos terem uma liberdade e decidir como poucos os seus rumos, inclusive o enorme hiato que realizaram até o lançamento de Majesty Shredding (2010) e a retomada de turnês.

Entrevista Superchunk

O Passagem de Som falou com Mac McCaughan sobre as lembranças de shows no Brasil, influências e o muito mais.

Shows no Brasil
Minhas memórias das turnês do Superchunk no Brasil são de públicos loucos, noitadas e comida muito boa, além de algumas compras de discos. Na primeira vez que fomos ao Brasil ficamos fascinados... Nosso primeiro show foi em um lugar meio porcaria em São Paulo, tinha água no palco, a energia era meio incerta, e tinha um cara grelhando peixe no backstage (ele morava lá, atrás de uma cortina!)... E nenhum dos nossos discos tinha sido lançado no Brasil ainda naquela época. Nós estávamos pensando “isso não vai acabar bem”... Mas aí começamos a tocar e todo mundo cantava cada palavra, foi uma loucura. Ainda não superei esse choque, mas a recepção por aí sempre foi tão calorosa quanto daquela vez.

Influências de outros estilos no rock
Eu acho que as pessoas têm misturado estilos de música por mais ou menos 25 anos... quando foi que Rapture, do Blondie, foi lançado? Ou quando o RUN D.M.C. e o Aerosmith colaboraram? No começo ou meio dos anos 80, eu acho. Normalmente não gosto dessas combinações, pessoalmente eu prefiro ouvir só hip-hop ou só punk rock ou só música eletrônica, ou o que for. Mas essa mistura não afeta muito o que nós temos feito de qualquer forma...

Produção e Gravadoras

Hoje em dia, produzir música está mais fácil do que nunca, mas ainda é difícil começar e chamar a atenção necessária para se tornar uma banda que pode fazer turnês e vender discos. Qualquer um pode ter uma página no myspace ou coisa assim, mas quem está prestando atenção? Nós crescemos sem uma grande gravadora desde o começo, e eu não vejo que apelo uma grande gravadora teria nesse ponto, mas ainda acho que as gravadoras têm uma papel vital a desempenhar (obviamente).

Dividindo o palco
Tem tantas bandas boas, nós sempre tivemos sorte com as pessoas comquem dividimos as turnês – por exemplo, o Mudhoney foi a primeira banda com que fizemos turnê na Europa. Eu não mantenho uma lista de desejos, mas quando estamos fazendo show tentamos nos certificar de os line-ups são algo de que todos queremos fazer parte.

O movimento grunge e o Superchunk
Nossa banda se formou em 1989, e claro que é difícil não ficar nostálgico sobre aquela época, porque as primeiras turnês que você faz, mesmo que não tenha quase ninguém nos shows, são realmente emocionantes... e a banda se torna tudo o que você estava querendo, fazendo música e turnês. Lembro que tínhamos uma fita cassete do Nevermind antes de o álbum sair, Jenny Toomey tinha pego com o Dave Grohl e nós todos copiamos e tocamos direto na nossa van. Lembro de quando vi o clipe de Smells Like Teen Spirit na MTV pela primeira vez, e de toda a onda grunge acontecendo. No final, a parte “grande” da onda produziu um monte de bandas e vibes terríveis, mas nós ficamos na parte “pequena” e continuamos fazendo o que estávamos fazendo... Na verdade, não tenho certeza sobre o quanto aquela onda significou para uma banda como a nossa, já que nós meio que saímos do caminho, mas foi uma época divertida.

Autonomia
Nós chegamos a um ponto em que podíamos fazer só o que quiséssemos como banda, e é por isso que não viajamos tanto em turnê e não lançamos um disco por 9 anos! Basicamente, fazemos as coisas quando temos vontade, e esse é um bom patamar para se estar. Acho que uma das razões pelas quais ainda estamos juntos é o fato de não termos assinado com uma grande gravadora e termos mantido o controle do nosso trabalho.

A música passa por aqui.

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