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E Entrevistas

Entrevista STIFF LITTLE FINGERS

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A lendária banda irlandesa Stiff Little Fingers retornou ao Brasil após mais de uma década de sua primeira passagem, em 2000, e realizou um show único em São Paulo no mês de agosto. Expoente máximo da chamada segunda geração do punk, intitulado Punk 77, a banda tem hoje em sua formação Jake Burns (vocal e guitarra) único integrante da formação original, ao lado de Ian McCallum (guitarra), Steven Grantley (bateria) e Ali McMordie (baixo).

O lendário vocalista Jake Burns falou com o Passagem de Som durante a turnê sobre vários assuntos, confira a entrevista com o líder do Stiff Little Fingers.

Stiff Little Fingers

Entrevista realizada com Jake Burns

Turnês no Brasil
Jake: Nós nos divertimos muito na última vez que estivemos aí. Nossas lembranças princioais são das pessoas muito amigáveis e da ótima recepção que recebemos. Nós estamos muito ansiosos pela nossa volta.

Influência
Jake: Eu não sabia que tínhamos muito influência na cena punk da América Latina. Ouvir isso me agrada muito. É óbvio que, quando alguém diz que gosta do que você faz, você fica contente. E se eles vão e formam as próprias bandas por causa disso, é brilhante.

Punk no Brasil
Jake: Não conheço muitas bandas do Brasil, infelizmente, mas adoraria ouvir algumas delas! Quem você me recomendaria?

Cena musical da Irlanda
Jake: Não moro na Irlanda desde 1978, então é meio difícil comentar sobre as bandas atuais irlandesas. Eu tento me manter informado do que acontece lá, mas, para ser sincero, hoje em dia existem tantas bandas (muito mais do que quando nós começamos) que isso é uma tarefa meio impossível! A internet ajuda, mas aí você acaba ouvindo pequenas partes do trabalho de alguém em caixas de som péssimas.

Parcerias
Jake: Com quem gostaríamos de trabalhar é uma questão interessante. Imagino que cada pessoa na banda teria uma resposta diferente! É sempre divertido trabalhar com músicos fora da sua própria banda, mesmo que só para ver como ele trabalham. E existe tanta gente com quem eu teria adorado trabalhar, mas ninguém convidou! Idealmente, eu gostaria de trabalhar com alguém fora do nicho punk, porque isso seria mais desafiador, mas que pessoa seria essa, eu não tenho ideia.

Novos projetos
Jake: Estamos compondo materia inédito nesse momento. Tem sido um trabalho particularmente difícil, por um milhão de razões diferentes, nem todas relacionadas à música. Eu tive muitos contratempos na minha vida pessoa e isso não ajudou. Mas temos algumas músicas novas, estamos felizes com elas, e sei que há mais a caminho.

A música hoje
Jake: Acho que sempre vai haver um novo movimento musical, com certeza. Sempre houve e sempre vai haver. Descobrir como isso vai soar é metade da diversão da experiência. A rebeldia está na natureza do rock'n'roll. Ele não pode ficar estagnado, no mesmo lugar, senão morre. Nós somos tão irrelevantes para a maioria dos jovens hoje quanto Emerson Lake and Palmer, Yes e Genesis era para nós na nossa época. Viva a revolução!

Recado para novas bandas
Jake: O que eu diria para a nova geração de bandas que tem nosso som como inspiração é: não acreditem na sua própria publicidade. Sempre respeitem seu público. Sejam fieis a vocês mesmos. E curtam.

O Punk hoje
Jake: Para quem está começando a ouvir punk rock, eu recomendo The Clash, The Ramones e The New York Dolls. Depois ouça gente como Elvis Costello, Blondie, Buzzcocks, para lembrar que o punk rock não significava só jaquetas de couro, tatuagens, slogans vazios e música unidimensional. Era para ser liberador, era para as pessoas serem indivíduos. Muita gente compra uma jaqueta de couro, faz uma tatuagem, se comporta como idiota e pensa que de alguma forma é "punk". Mas não é esse o significado de jeito algum.

A música passa por aqui.

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