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E Entrevistas

Entrevista DIRTY VEGAS

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Já se foram vários anos desde que o Dirty Vegas, trio formado por Ben e Paul Harris (instrumentos e produção), além do vocalista Steve Smith, estouraram no mundo com o hit "Days Go By". De lá para cá a música eletrônica se tornou mais orgânica e foi-se a época dos "superstar DJs", fazendo com que grandes nomes precisassem se recriar para seguir em evidência. No caso do Dirty Vegas foi necessário um hiato de três anos (2005-2008) para que um retorno acontecesse e mostrasse que o grupo poderia transformar sua house music em algo ainda mais intenso ao vivo.

Dirty Vegas: Ben Harris, Steve Smith e Paul Harris

O fruto desse retorno foi Electric Love, álbum lançado em abril de 2011e que traz a mesma característica dançante que o consagrou, mas agora mais encorpado e que é executado ao vivo como um quarteto. O Passagem de Som falou com a banda em sua última passagem pelo país.


Entrevista realizada com Ben Harris, Paul Harris e Steve Smith.

Formato de apresentação banda/DJ

Paul Harris: A música eletrônica realmente mudou ao longo dos anos pela quantidade de pessoas que começaram a produzir, antes de nosso hiato, o Dirty Vegas tinha esse foco mais eletrônico, mas após o retorno em 2008 nós entramos de vez com a influência do rock em nosso estilo, isso fez com que o formato banda deixasse o som mais orgânico e mais intenso ao vivo, para nós foi um divisor de águas. Atualmente a quantidade de pessoas produzindo música eletrônica é muito maior e é mais difícil se destacar, a pessoa pode produzir em casa, ela mesmo divulgar e fazer ela chegar longe, então sempre há a necessidade de inovar.

Festivais de rock/música homogênea
Steve Smith: Nos acostumamos a tocar em festivais de rock, clubs e quaisquer ocasiões porque o público sabe que o Dirty Vegas traz um som que caminha bem entre os dois estilos, nós podemos ser a única banda em meio a vários Djs como o único som mais dançante entre bandas de rock, o público sabe o que vai ver em nosso show. A música se tornou mais homogênea a partir do momento em que o público começou a aceitar melhor as influências de um estilo em outro, isso colaborou muito para que os festivais abrangessem um público maior.

Dirty Vegas: Ben Harris, Steve Smith e Paul Harris

Days Go By / o fim da era dos clássicos
Ben Harris: Days Go By é um grande clássico, sem dúvidas foi uma época onde vários nomes fizeram história, o Prodigy, Chemical Brothers, Daft Punk... mas acredito que hoje não existam mais tantos clássicos por um simples motivo, muita coisa foi criada, criar um clássico é criar uma tendência, ter a sensibilidade para criar algo novo, causar um impacto diferente, e isso hoje é uma tarefa mais difícil que antigamente. A qualquer momento pode nascer algo novo e ditar o rumo da música, é tudo uma questão de sensibilidade.

Multimídia
Ben Harris: Recentemente o Chemical Brothers lançou um disco com DVD, isso é sem dúvida algo que vai se tornar tendência na música eletrônica, não só o aparato visual, mas outras tecnologias que possam fazer o público sentir o que ele ouve. Tudo isso não é uma tentativa desesperada de conseguir um novo público, mas uma forma de transformar a música em algo maior, os formatos de apresentação mudam, a distribuição da música muda. Nós adotamos o formato de banda ao vivo porque as pessoas sentem muito mais o nosso som, fica intenso, isso é o nosso diferencial, seja com pirotecnica, com uma banda, com projeções, o importante é tornar a música ainda maior.

Influências
Paul Harris: Nosso som nitidademente tem influências da house music, mas nós ouvimos muitas coisas que transitam entre nossos gostos e o que está moldando o nosso som, desde grandes nomes da música eletrônica até bandas como Stone Roses, Happy Mondays, clássicos como Led Zeppelin, Rolling Stones, tudo agrega algo para nossa música.

Downloads
Ben Harris: No momento em que retornamos com o Dirty Vegas, cinco anos atrás, tudo foi diferente, nossa cabeça era outra por ter vivido essa questão da internet em seu início, você já produz pensando na distribuição e o alcance dela, tudo isso veio pra acrescentar na música, desde que seja com responsabilidade, a possibilidade de projeção de tudo é maior, de forma sucinta, a questão dos downloads é uma revolução que veio em um momento oportuno e isso mudou a cabeça de todos.

Futuro

Paul Harris: O Dirty Vegas vai tocar muito... durrante todo o ano de 2011 vamos continuar realizando muitos shows, mais que se preocupar com algum novo álbum, que pode sair futuramente, nossa ideia é realizar vários shows e seguir firme com a banda.

A música passa por aqui.

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