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Jamiroquai - Automaton

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Quando o Jamiroquai nasceu, nos idos de 1992, ele era uma banda. Uma banda formada por prodígios como o baixista Stuart Zender, um baixista que deu vida aos ritmos encabeçados pelo líder da banda, Jay Kay, personagem central da ascensão do acid jazz nos anos seguintes.

Com um som inovador e repleto de groove, o Jamiroquai fez história. Alcançou o auge em 1996, com o álbum Travelling Without Moving e levou o gênero a outro patamar, se tornando uma referência e fez escola até a virada do século. Dali em diante o Jamiroquai passou a se aventurar de forma mais intensa nas pistas de dança e teve mudanças significativas em seu line up, a começar pela saída de Zender. E tudo mudou.

Investindo em uma sonoridade cada vez mais dançante, lançou os razoáveis Synkronized (1999), A Funk Odyssey (2001) e Dynamite (2005) e teve bons momentos, mas entrou em uma espécie de “modo automático” capaz de transformar Rock Dust Light Star (2010) em um disco digno de vergonha para os fãs de longa data.

Um hiato de sete anos separa Rock Dust Light Star de Automaton, novo álbum da banda e de lá muita coisa mudou, a começar pela própria imagem do Jamiroquai, hoje mais centrada do que nunca na estética dos chapéus de seu bandleader, Jay Kay.

Produzido inteiro em casa, Automaton é praticamente um trabalho solo de Jay Kay, tamanha artificialidade de suas faixas. Há sim bons momentos, caso do primeiro single do disco, Cloud 9, mas no geral o Jamiroquai parece soar como uma versão mais orgânica de Pet Shop Boys do que uma lenda do acid jazz. 

Não que isso seja exatamente ruim, as faixas funcionam com eficiência, mas em pouco lembra o Jamiroquai do século passado, o que nesse caso não é exatamente uma boa experiência. Superfresh, Hot Property e Automaton, a faixa-título do disco, parecem ter nascidos remixadas. Há uma ausência de “humanidade” que incompatível até com discos mais dançantes como Synkronized e A Funk Odyssey. E em todo repertório o que se percebe é que o Jamiroquai, ops, Jay Kay, passou dos limites em seu novo álbum.

Ainda assim há bons momentos em Automaton, caso de Summer Girl, a melhor do disco e que poderia facilmente ser o primeiro single do disco. É nela onde as linhas de baixo parecem ter nascido realmente de uma mão humana, no caso a de Paul Turner. We Can Do It e Dr Buzz são outras que fogem da estética “highly dancing” do disco e apresentam uma melodia digna da banda inglesa com uma belíssima linha de sax na última citada.

Já em sua reta final, a fraca Vitamin antecede Carla, trabalho que transita entre os dois extremos de um disco que, infelizmente, esbanja artificialidade na maior parte do tempo.

Mesmo com um resultado questionável, em alguns momentos chega a ser injusto comparar o Jamiroquai de antes com a banda de Jay Kay hoje. Centrado em uma única figura, a banda que um dia esbanjou ritmos carece de humanidade. Dito tudo isso, uma turnê mundial se desenha pela banda inglesa e resta saber se ao lado das faixas mais antigas Automaton conseguirá esse toque orgânico tão certeiro que consagrou a banda.

A música passa por aqui.

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