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John Mayer - The Search for Everything

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Um dos grandes nomes da música mundial, John Mayer está de malas prontas para o Brasil nas próximas semanas. Depois de uma turnê extremamente bem-sucedida ao lado do lendário Bob Weir e o baixista Oteil Burbridge com o Dead & Co, onde revisitou o repertório do Grateful Dead, Mayer lançou seu sétimo trabalho de estúdio, The Search for Everything, disco que pode ser definido como seu trabalho mais intimista.

Disco que explora muito mais o lado “soul” de John Mayer, The Search for Everything passa longe do blues que atraiu a atenção de lendas como Eric Clapton para o seu trabalho. Artista de cunho pop, Mayer parece buscar em seu novo trabalho recuperar parte do tempo em que passou imerso em jams de 30 minutos sob a benção de Jerry Garcia. Entenda-se, não se trata de um álbum ruim, muito longe disso, mas é como se o exímio guitarrista mergulhasse fundo o suficiente em um oceano e agora precisasse respirar novamente no mainstream. E para isso seu novo álbum é perfeito.

De início suave, quase declamado, com Still Feel Like Your Man e Emoji of a Wave, John Mayer só mostra as garras em Helpless e Love on the Weekend, duas pérolas pop de extrema classe. Sempre um passo a frente como bandleader, o guitarrista não chama o protagonismo a partir das seis cordas, mas de linhas vocais que se assemelham, por exemplo, ao trabalho realizado por nomes como Ben Harper.

O dueto com Sheryl Crow em In The Blood e dos irmãos Matt e Al Jardine (Beach Boys) em Emoji of a Wave só reforçam o tamanho da reverência ppelo trabalho do guitarrista em seu novo disco, que ainda contou com Pino Palladino, atual The Who, no baixo. Ainda assim The Search for Everything é de Mayer e só dele.

Disposto a apresentar um trabalho intimista, John Mayer só mostra o veneno de seu blues em Changing, já na metade do disco, onde desfila o primeiro solo do disco. Uma ironia para quem ficou conhecido por sua capacidade em criar um trabalho que o conduzisse ao lado dos grandes nomes da guitarra.

Existe uma certa dose de letargia no novo trabalho de John Mayer. Ainda que seja um disco extremamente eficiente, a sensação de repetição começa a se fazer presente ainda em Moving On and Getting Over, outra canção que tem tudo para garantir suspiros ao vivo durante a turnê. Aliás, parece ser exatamente o objetivo do guitarrista, o que é até certo ponto uma pena, dada a capacidade de seu protagonista.

Já na reta final, faixas como Rosie ainda garantem bons momentos, mas pouco destoam daquilo que já foi apresentado. Em sua “busca por tudo” Mayer parece conquistar espaço em outro segmento que não o blues, o que é fundamental para sua carreira, mas também o afasta de uma parcela inspirada no seu trabalho com o Dead & Co. E comercialmente, convenhamos, isso é muito, mas muito melhor...

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