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Natiruts - Índigo Cristal

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Se alguém lhe perguntasse quais as maiores bandas do país, fatalmente as repostas transitariam entre nomes do pop/rock nacional. Capital Inicial, Jota Quest, Skank... dificilmente alguma menção a um grupo de reggae seria notada. Pois é, vertente que se tornou marginalizada em um país tropical, um dos maiores antagonismos da música, o reggae parece se esconder do mainstream à medida em que movimenta cifras milionárias e conduz públicos expressivos aos quatro cantos do país.

Um desses “fenômenos”, ou cases, certamente é o Natiruts. Transitando por essa linha tênue que separa o pop (no sentido estético da música) daquilo que é realmente popular, o grupo impressiona pelos números. São milhões de views, shows lotados e uma segurança musical que a cada disco só aumenta. Seu novo álbum, Índigo Cristal, o primeiro em oito anos, é assustadoramente deliciosa. A vibe é a mesma do início ao fim e dá para sacar que estamos diante de um dos grandes lançamentos do ano. Não de reggae, mas da música brasileira.

Sem um trabalho de inéditas desde Raçaman (2009) e acompanhado de uma quantidade infindável de hits, o Natiruts só cresceu com o bom resultado alcançado em projetos como seu Acústico no Rio de Janeiro, que seja ressaltado, um projeto realizado já sem MTV, e o bom ao vivo Natiruts Reggae Brasil, de 2015. Era hora de entrar em estúdio e fazer tudo em casa, literalmente. Assim a banda se reuniu no Distrito Federal e com a produção do vocalista Alexandre Carlo fez nascer Índigo Cristal.

Em seu novo projeto, o Natiruts segue acertando na feliz combinação entre o reggae e ritmos como o rock e ecos de bossa-nova, como em Sol do Amanhecer. Parece improvável, mas os sopros do naipe de metais do grupo soam ainda mais ousados em faixas como Dois Planetas, uma das melhores do disco. Disco que foge da repetição, emplaca logo de cara um potencial hit, com Na Positiva, faixa que ganhou clipe e puxa o disco com qualidade.

É nessa toada que Índigo Cristal ganha forma. O flerte com outras vertentes musicais parece seguir em um compasso tão seguro que cada faixa se torna uma grande surpresa. A maior delas, sem dúvida, é a jazzística Eu quero demais, que conta com a participação de nada menos que Ed Motta. Em uma fase mais intimista, o disco ainda tem as boas Pode crer e Que Bom Você de Volta.

O social, grande mote que move o reggae, surge potente em A Justiça Falha, faixa mais politizada do disco. Essa tônica permanece em Desculpe Doutor, outra que dá muito bem o recado. A reta final com Canção pro Vento e a excelente faixa-título do disco coroam o trabalho mais técnico da carreira do Natiruts.

Feito sob medida para ser se tornar um dos melhores trabalhos da banda em sua história, Índigo Cristal impressiona pela gama de ritmos que compõem suas 11 faixas, cada uma delas feita para ganhar ser executada com uma liberdade ainda maior ao vivo. E assim o Natiruts novamente abre caminho na sua música pavimentando cada vez mais o gênero como um dos mais inclusivos desse país nem tanto tropical.

A música passa por aqui.

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