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Chick Corea & Steve Gadd - Chinese Butterfly

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Mais do que lendas da música, o pianista Chick Corea e o baterista Steve Gadd são amigos. Duas lendas absolutas do mundo da música, a dupla construiu dentro do jazz um legado sem precedentes da mesma forma que conduziram suas carreiras em projetos mais próximos da música pop. Para se ter ideia de algumas incursões de ambos, Chick Corea colaborou com Chaka Khan e Steve com James Taylor, entre muitos, muitos outros. A boa música sempre caminhou ao lado de ambos ao longo da história e não há sombra de dúvidas disso.

Por esse motivo, falar de uma parceria entre dois artistas de tal calibre não pode ser diferente de uma verdadeira avalanche de elogios, até por não ser a primeira vez que isso acontece. Em 2006 e ao lado de Christian McBride, a dupla já havia criado o Super Trio, que resultou em um lançamento dos mais elogiados da carreira de ambos. Dessa vez, Chick Corea e Steve Gadd juntam forças em Chinese Butterfly, disco que dá o pontapé inicial em um ano que promete muito para os amantes do jazz.

Diferente do que se imagina em um primeiro momento, a parceria entre dois monstros de seus instrumentos passa longe da virtuose imaginada. Até certo ponto é correto dizer que Chinese Butterfly é construído sob uma plataforma mais palatável ao ouvinte, nem por isso distante do universo técnico que coroou a carreira dos músicos em questão.

Sem chamar o protagonismo o tempo todo, o disco transita entre a fase dos anos 70 realizada pelo pianista e as incursões pela world music de Steve Gadd, resultando em algo autêntico e que em poucos momentos surge com duelos entre os músicos, algo que só acontece em Like I Was Sayin’, a terceira faixa do disco.

Antes disso, a inversão de papéis tira seus protagonistas da zona de conforto, pressionando Chick em Chick’s Chums e Gadd em Serenity. Algo, óbvio, tirado de letra por ambos os músicos em faixas que não se estendem além do necessário. É baseado nessa ideia que o disco se desenvolve a partir do duelo de ambos, como se isso fosse necessário, de vez, para que ambos finalmente apresentassem seu lado mais íntimo um para o outro.

Adepto de influências que vão da cultura basca até a música clássica, Corea “pressiona” Gadd nas belíssimas Return to Forever e A Spanish Song, de referencias óbvias para quem já mergulhou na carreira do pianista. Por outro lado, a simplicidade do baterista em seus profundos estudos pela música coloca Corea em um novo universo, retratado em Wake-Up Call e na faixa-título do disco.

Como um bom encontro entre amigos, Chinese Butterfly se desenrola de forma rápida e sua audição passa longe da complexidade, abusando de melodias que podiam muito bem pertencer a um artista mais pop.

Baseado nessa ideia lembra-se da história do dia em que Paul McCartney gravou com Stanley Clarke e o intimou a fazer seus malabarismos no baixo. Como resposta o lendário baixista confirmaria que ele “mais do que ninguém sabe que nem sempre a técnica é necessária para uma boa melodia”. E é assim que Chinese Butterfly acontece.

A música passa por aqui.

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