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Joe Satriani – What Happens Next

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Falar sobre o mítico Joe Satriani é falar para as diversas estradas que a guitarra pode apontar. Especialmente pela sua capacidade em dialogar com novas tendências. Dono de uma extensa carreira e consolidado como um dos maiores nomes de seu instrumento, Satch, como é chamado pelos amigos, investe agora em uma sonoridade mais rock, simples e direta, uma tônica que dá forma ao seu 16º álbum de estúdio, What Happens Next.

Entenda-se, simples no caso de Satriani não significa nem de longe que são poucas notas, mas uma aposta baseada em melodias e não em solos que fogem à compreensão humana. Isso fica nítido logo de cara com a dobradinha Energy e Catbot.

Em What Happens Next existe um antagonismo quando pensa-se em seu último disco, Shockwave Supernova, que prima pela tecnologia e apresenta tudo o que uma guitarra pode fazer ao lado da tecnologia. Apostando na simplicidade e caminhando nessa “contramão”, Satriani pela primeira vez parece carecer de um vocal, em Thunder High on the Mountain, faixa que busca referência nos idos anos 80. Fazendo uma analogia com seu maior amigo/rival, Steve Vai, a terceira faixa de What Happens Next parece se aproximar muito do trabalho realizado por Vai em Sex & Religion. E isso é simplesmente fantástico!

Primeira balada do álbum, Cherry Blossoms nasce candidata a novo clássico de Satch, especialmente por sua segunda metade, que se transforma em um rock vigoroso. Essa fórmula repete nas belíssimas Righteous e Smooth Soul, no melhor momento do disco, que passa de sua metade ausente de qualquer oscilação.

O ritmo do disco embala em um pesado misto de boogie woogie realizado em Headrush, faixa que em muito lembra o trabalho realizado por Jeff Beck durante sua caminhada pelo fusion dos anos 80. Mais rockeira, a viagem de Satriani funciona tanto quanto o guitarrista inglês, como se cada um desse sua leitura de uma mesma influência.

O funk surge como fio condutor a partir de então. Com exceção da boa faixa-título do disco, que investe em uma levada bem mais pop que o praticado pelo guitarrista, o groove de Super Funky Badass e Looper se sobressaem, engatando uma sequência poderosa e que coloca o disco em sua reta final em alto nível.

Invisible e Forever and Ever pouco fogem desse antagonismo técnico buscado por Satriani. Mais do que um disco simples, o que fica claro em What Happens Next é justamente o lado mais humano de um guitarrista que se acostumou a ser considerado um verdadeiro alien em seu instrumento. Por isso fica difícil não se impressionar com sua capacidade de criar melodias fáceis e palatáveis até mesmo a quem não está acostumado com esse tipo de disco.

Depois de conquistar tudo na carreira, Satriani mostra que o ditado “do pó viemos ao pó voltaremos” soa extremamente verdadeiro quanto todas as estradas são percorridas sem medo de errar. E que voltar ao início muitas vezes é mostrar que a maturidade chegou.

A música passa por aqui.

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