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Pretenders - Alone

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Um disco novo do Pretenders. Não, você não leu errado, estamos falando de um disco novo do lendário Pretenders, aquele mesmo que imortalizou na década de 80 faixas como I'll Stand by You, Back On The Chain Gang e tantas outras na voz da sempre incrível Chrissie Hynde. E um novo trabalho desse banda mezzo inglesa mezzo americana sempre merece atenção.

Produzido por Dan Auerbach, uma das metades do Black Keys, Alone é o primeiro registro de inéditas do Pretenders em 8 anos e faz com tranquilidade o caminho até um novo século e uma nova sonoridade. Não se trata de uma busca pela nostalgia e nem existem potenciais hits para serem imortalizados, mas uma sobriedade que chega até a ameaçar o andamento de um disco bem produzido e que traz na maior parte do tempo uma chorosa Chrissie Hynde.

Menos rock que outrora, o Pretenders assume seu papel como banda de rock alternativo e ignora a estrutura verso/refrão que consagrou toda uma década do rock mundial. De cara, em sua faixa título, riffs que lembram o... Black Keys e uma energia toda sulista ao melhor estilo Dr John, outro nome produzido por Dan Auerbach. Moderna, é um ótimo cartão de visitas em um início vigoroso, que ainda tem  na manga a boa Gotta Wait, potencial hit do disco.

O clima de nostalgia só parece resgatado na lindíssima Never Be Together, ironicamente o ponto mais alto do disco. É nela que Chrissie encontra o meio-termo entre seu lado mais melódico e a agressividade de sua voz, que segue em boa forma e destila um belo refrão.

Depois de viver seus melhores momentos, o que acontece com Alone pode ser descrito como “uma pena”. Mesmo sem evocar riffs marcantes, o disco parece andar com segurança até que baladas permeiem sua fase central e joguem o disco em uma letargia que leva tempo para ser superada.  Nem mesmo a bluesera I Hate Myself, já na reta final do disco, recupera a vitalidade do início.

Já perto do fim o Pretenders volta a ser Pretenders. Holy Commotion é outra que tem tudo para ganhar os palcos e mostrar a verdadeira força da banda. Um fim digno depois de uma caminhada morosa e que não combina com a energia de uma banda que sempre pareceu ser tão dura e sólida quanto sua vocalista. Um misto de Joan Jett com PJ Harvey.

Ao fim de suas 12 faixas não é possível dizer que Alone seja um disco ruim, mas é inevitável o ar de frustração que fica no ar devido ao excesso de faixas arrastadas presentes no disco. Talvez pelo apego ao passado, ainda tenhamos que nos acostumar ao Pretenders de hoje, mas ainda assim parece que o grupo não viveu nesse álbum uma fase que possa condizer com seu legado.

A música passa por aqui.

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