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Sónar SP: Cee Lo Green, Justice, Mogwai, Modeselektor e mais... - Anhembi/SP (12.05.12)

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A segunda noite do Sónar SP, realizada no sábado, dia 12 de maio, atraiu um público muito mais homogêneo ao Palácio Anhembi. Com um line up mais acessível ao grande público, a divisão de palcos funcionou muito melhor quando comparada ao dia anterior. As filas na entrada do festival desapareceram e o clima de balada ficou muito mais evidente para o público, que contaria com atrações que caminham bem pelo mainstream como o cantor Cee Lo Green e os franceses do Justice, assim como atrações consideradas de vanguarda, como Jeff Mills e o Mogwai.

Com um set bastante elogiado, dupla francesa do Justice se destacou no segundo dia do festival - Créditos: Divulgação
Com um set muito elogiado, Justice se destacou no segundo dia do festival - Créditos: Divulgação

Assim como no dia anterior, o atraso de quase meia hora perseguiu o line up do evento e fez com algumas que atrações acabassem encavalando durante a noite. Com horários agendados no início da noite, Cee Lo Green e Justice seriam responsáveis pelos alguns pontos altos do evento, que praticamente se transformaria em balada em sua segunda metade, tudo isso graças à presença de nomes como Modeselektor, Jeff Mills e a revelação Totally Enormous Extinct Dinosaurs, que dividiu bem as atenções com o palco principal.

O confronto de horários entre Cee Lo Green – que acabou contandoc om um grande atraso – e o Mogwai trouxe vantagens para ambos os público, impedindo que qualquer um dos palcos, cada um ao seu modo, assim com o flying Lotus, que realizou uma apresentação ainda melhor que em sua primeira passagem pelo país, em 2011. Antes disso, um dos bons momentos da noite, ainda contando com um público pequeno, foi a apresentação da dupla Alva Noto (Carsten Nicolai) e o compositor japonês Ryuichi Sakamoto.

Pelos lados do Sónar Club, a primeira grande atração foi Cee Lo Green, que veio ao país pela primeira vez depois de ter cancelado sua apresentação no Urban Music Festival em 2011. O show do ex-integrante do Outkast trouxe bons momentos com a radiofônica F**k You e um inusitado cover de Let’s Dance de David Bowie, mas foi só. Sorte de quem conseguiu conferir o verdadeiro petardo disparado pelo Mogwai no Sónar Hall. Entre os destaques, Bats, White Noise e Werewolf, justificando toda expectativa em torno de sua apresentação no evento.

Diferente do que se imaginava, Cee Lo Green, que era a atração mais popular de todo festival, acabou passando em branco e se portou como uma verdadeira one-hit band para um público que já esperava ansiosamente pelo duo francês Justice, responsável por um dos melhores momentos do festival.

Em turnê de divulgação de seu segundo álbum, Audio, Video, Disco (2011), Gaspard Augé e Xavier de Rosnay ofuscaram o bom set da dupla The Twelves, que tocou como se nem precisasse estar no palco do Sónar Club, que tinha sua iluminação praticamente desligada, talvez para manter distante dos olhos do público a enorme cruz e os amplificadores ao lado do equipamento do Justice.

Assim como em sua apresentação no Skol Beats 2008, a dupla francesa usa e abusa dos efeitos e faz um set daqueles que causam impacto até mesmo em quem nunca os ouviu. Embora seja um set bastante reto e sem muita variação, é inegável que a espera por hits do duo tenha sido estrategicamente posicionado a ponto de segurar o palco cheio até o fim.

Já em sua reta final, o line up do Sónar soube caminhar por diversos caminhos da música eletrônica e ficou difícil escolher quais atrações valiam mais a pena. No Sónar Club os destaques foram a dupla alemã Modeselektor, que realizou uma apresentação sem muita variação, mas bastante eficiente graças ao seu último lançamento, Monkeytown (2011), e a lenda do techno Jeff Mills, que segurou uma boa parcela do público até o fim do evento. No Sónar Hall, o Squarepusher também realizou uma apresentação agradável, assim como o Totally Enormous Extinct Dinosaurs, deixou uma boa impressão para um breve retorno.

O saldo do Sónar SP foi bastante positivo, principalmente por trazer um conceito diferente de festival, o que acabou frustrando quem esperava uma mescla de Lollapalooza com Skol Beats. Em sua primeira grande realização no país, ficou claro que muita coisa precisa ser ajustada para uma sequência do festival, principalmente a sua capacidade. Isso ficou muito claro quando comparado a sua primeira edição em SP, onde um seleto público conferiu nomes como LCD Soundsystem e Kid Coala no Credicard Hall e seus anexos.

A experiência de presenciar shows de Kraftwerk, Chromeo, Justice e Jeff Mills ao longo de dois dias de festival é realmente de empolgar aos fãs de música, principalmente aquela que não é sucesso nas rádios e não tem distribuição no país, mas nem por isso a estrutura pode comprometer o andamento de tais apresentações, como correu em alguns momentos. Tão pouco o público pode ser relapso como foi com parte das atrações de seus dois dias de evento.

O Brasil segue aprendendo a se adequar aos festivais da mesma forma que a organização vinda do exterior vem se adaptando à cultura brasileira. O público espera ansiosamente por uma nova edição do festival, assim como uma melhora em seu formato, afinal, é hora do Sónar Festival escrever sua história de forma definitiva no Brasil.

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