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Tom Jones - Citibank Hall (13.09.16)

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Dentro de um calendário que vem trazendo ao Brasil boa parte das últimas excursões de alguns dos maiores artistas do mundo, pensar em uma apresentação em um dos extremos da cidade em plena terça-feira não é nada fácil. Some a isso valores altos dos ingressos e tempo frio e pronto, temos elementos que por si só afastariam o grande público daquele que pode ser considerado um dos grandes shows do ano.

No Brasil pela primeira vez em uma carreira de mais de 60 anos, Tom Jones trouxe sua impressionante voz para o Citibank Hall, onde cantou alguns dos seus maiores clássicos na última terça-feira, 13 de setembro.

E não era um show comum. Dono de um extenso repertório, Sir Tom Jones se acostumou a encantar plateias mundo afora enquanto preservava seu maior patrimônio – a voz –ao longo de uma carreira que impressiona. São prêmios, parcerias e faixas que se tornaram “tão suas” quanto suas versões originais e que foram levadas a uma casa parcialmente vazia e executadas como para um estádio.

Pontualmente no palco às 21h30, Tom Jones fez o público de gato e sapato no esvaziado Citibank. Cantou jazz e cantou blues. Cantou pop, chanson e boogie woogie. E se divertiu de um jeito que fica difícil imaginar onde está o seu limite. Dono de uma voz que superaria facilmente um trovão, o intérprete galês esbanja uma vitalidade que impede qualquer tipo de dispersão diante de um público acostumado com performances para o som ambiente de seus jantares.

Referências em sua carreira, Sex Bomb (primeiro hit a aparecer no show), It’s Not Unusual (que ganhou uma versão à la chanson depois de ter ficado popular no país com o seriado Um Maluco no Pedaço) e Delilah contagiaram um público que tinha não só seu repertório, mas suas versões na ponta da língua. E olha que não eram poucas.

Em um repertório de duas horas, tom Jones esbanjou seu carinho por Elvis Presley na versão de Gillian Welch para Elvis Presley Blues, cantou Leonard Cohen (uma incrível versão de Tower of Song) e Prince (Kiss)  como se houvesse tomado suas faixas de suas versões originais no grito, literalmente.

A força com que cada faixa interpretada por Tom Jones é executada ao vivo é realmente algo assustador. Até por isso o vocalista segue acompanhado de perto por uma equipe de 9 músicos, que pouco oscila em um extenso show, de aproximadamente duas horas de execução.

Quando deixa o palco, sem cerimônias, Tom Jones mostra a razão de ser considerado um dos maiores nomes da história da música. Ao apresentar seu repertório com as mais variadas vertentes, o artista galês rompe a barreira de gêneros e simplifica tudo e mostra que a verdadeira música está dentro de cada um, naquilo que escolhe levar diante de um leque de possibilidades.

A música passa por aqui.

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